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A ventosaterapia

A ventosaterapia é uma das muitas modalidades de cura dentro da medicina tradicional chinesa, muito difundida na Ásia e no Norte da Europa.

Os primeiros relatos da ventosa foram feitos por Ge Hong (281-341 a.C.), um herbalista (profissional que estuda as propriedades curativas de ervas medicinais) chinês, e tinham uma única indicação: a drenagem de lesões com pus. Na época, as ventosas eram extremamente rudes, feitas com chifres de animais. Com o passar do tempo, foram sofrendo positivas modificações em sua composição, sendo fabricadas com matérias como o bambu, cerâmica, ferro e latão, chegando até o vidro, mais resistente do que os chifres de animais e que não sofria a deterioração com o fogo, caso das ventosas de bambu.

Fonte: Thrive Massage & Fitness

A transparência do vidro permite ao terapeuta ver a resposta da pele à sucção, algo nunca antes possível com chifres, cerâmica, bambu e muito menos latão. As mais comercializadas nos dias de hoje são as de acrílico com pistola, para provocar a sucção.

Na atualidade, existem ventosas com os mais diversos tamanhos e formas, voltadas para o tratamento de diferentes partes do corpo. As pequenas são utilizadas para as partes mais irregulares (joelhos, por exemplo), uma vez que as maiores não conseguiriam uma sucção adequada para manter-se aderidas. Já as grandes servem para áreas mais extensas e planas, como a região das costas.

É importante lembrar que existem várias técnicas para o tratamento com ventosas. Dentre as mais utilizadas estão: as deslizantes, quando um óleo mineral ou vegetal lubrifica a pele e o terapeuta pode deslizar a ventosa sobre a área a ser tratada; a técnica de sangria, de aplicação da ventosa  sobre uma região com 5 a 7 perfurações. Normalmente, é utilizada para tratar os quadros de estagnação de Xue, isto é, de estagnação de sangue. Por último, o tratamento com ventosas  associado à acupuntura, em que ocorre a inserção das agulhas e sobre elas é acoplado o copo de ventosa. Trata-se de uma técnica  muito utilizada nos quadros de reumatismo.

Fonte:  Tratando Atletas

Atualmente, entre as principais indicações para a ventosaterapia encontram-se os casos de reumatismo, torções, dor abdominal, dor de estômago, dispepsia, resfriado, tosse, asma, dismenorreia, dor e edema dos olhos, edemas nos membros e paralisia infantil. O tratamento pode ser aplicado no corpo todo até uma vez por dia.

Um outro ponto a considerar é que tão importante quanto saber as indicações, é saber as contraindicações. Estas existem e devem ser respeitadas para a segurança do tratamento e do paciente. São elas: febre alta, convulsões, espasmos, úlceras, pacientes alérgicos ou com fraturas. Mulheres após o primeiro trimestre de gestação e também antes disso, deve-se ter muito cuidado em regiões sacrolombar e abdominais.

Cumpre deixar um pequeno alerta: apesar de parecer um tratamento inofensivo, a ventosaterapia é considerada um procedimento muito forte, que mexe muito com o Qi (energia). Portanto, deve ser executada por profissionais habilitados e com cautela.

Um Feliz Ano Novo!

Até a próxima quinzena!

André Jaña – Diretor da clínica Long Life Fisioterapia e Acupuntura
E-mail: editorial@riofiqueligado.com.br