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“Sobre ratos e homens” em cartaz no CCBB

Imagem: © Luciano Alves / divulgação

Até 30 de abril, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta o espetáculo Sobre ratos e homens, contemplado pelos prêmios APCA e Cenym de Melhor Espetáculo 2016. Sob a direção de Kiko Marques, a peça gira em torno dos amigos George e Lennie, que compartilham da posição de marginalizados pelo sistema, o fato de serem homens sem nada na vida, sequer família, que trabalham fazendo bicos em fazendas da Califórnia durante a recessão econômica americana da década de 30.

No elenco Ricardo Monastero, Ando Camargo, Natallia Rodrigues, Tom Nunes, Cássio Inácio Bignardi, Roberto Borenstein, Pedro Paulo Eva e Thiago Freitas.

A peça é comemorativa dos 80 anos do texto original de John Steinbeck, um dos maiores romancistas do século XX ,  e dos recém-completos 60 anos  da montagem brasileira dirigida por Augusto Boal.

“Sobre Ratos e Homens foi um dos primeiros romances que li em minha vida intelectual adulta. Não me lembrava disso. Também não tinha ideia da influência que o romance havia exercido sobre mim até receber o convite para dirigir o espetáculo. Veio-me então à cabeça tudo o que senti, pensei e fiz a partir da história dos dois amigos e seu sonho e o quanto fui tocado por ela. Hoje, diante da tarefa de transpor esse encontro para o palco, entendo esses dois personagens e sua trajetória como parte do conteúdo arquetípico que nos forma. Assim como é impossível ler Dom Quixote sem ter a certeza, desde as primeiras páginas, de já conhecermos profundamente aquele senhor magro montado em seu cavalo e seu fiel escudeiro, também em Ratos e Homens é impossível não ter para com Lennie e George, uma afinidade onírica e um pacto de amizade eterna”, comenta o diretor Kiko Marques.

Sobreo o autor e a obra

Sobre ratos e homens transita entre a comédia e o drama, uma oportunidade de viver sonhos, verdadeira amizade e a esperança de uma realidade mais acolhedora. John Steinbeck é um autor admirado desde a década de 1930 no panorama literário mundial, agraciado como Prêmio Pulitzer (1940) e o Prêmio Nobel de Literatura (1962) por seus escritos imaginativos e ao mesmo tempo realísticos de percepção social aguçada. Seus romances podem ser classificados como obras sociais, que lidam com os problemas econômicos do trabalho rural, mas também apresentam uma paixão pela terra, que entram em choque com sua visão politizada.

Cheio de humor agressivo e de verve afiada, o autor confirmou sua genialidade escrevendo sobre a dignidade silenciosa dos pobres e oprimidos, se tornou um mestre na dissecação de personagens presos pelas armadilhas do mundo injusto.

Temporada: até 30 de abril

Dias e horário: Quarta a domingo — 19h

Entrada: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)

Bilheteria: Quarta a segunda — 9h às 19h30min

Duração: 100 minutos

Classificação: 10 anos

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Teatro I
Rua Primeiro de Março 66 – Centro — Rio de Janeiro
Tel.: 21 3808 2020