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Pilares da terapia tântrica

Nosso trabalho terapêutico está apoiado em três pilares: o Tantra, contextualizado, falado e experimentado em linguagem atual, a Medicina Tradicional Chinesa, em seus aspectos práticos preventivos e terapêuticos diretamente relacionados à filosofia taoista, e a biopsicologia. Esse processo ocorre por meio de uma caminhada espiritual que combina a vivência com práticas de meditação e treinamentos de alquimia taoista para expansão da consciência com a convivência em comunidades espiritualistas afins. Essas são algumas das origens que alicerçam nossas raízes, nutrem esse trabalho que integra sexualidade, comportamento e espiritualidade em equilíbrio, revelando uma visão única de mundo que imprimimos ao tratar nossos clientes e atualizamos a cada um de nossos encontros, eventos e aulas realizadas.

Em busca da natureza íntima do amor, reconhecemos três manifestações da experiência amorosa — Eros, o amor erótico; Ágape, o amor maternal; Philos, o amor admirativo — que ensinam que o amor saudável e pleno não é apenas um, mas acontece no equilíbrio dessas três experiências.

Eros é o amor carnal, o desejo vivido com o cérebro instintivo da nossa parte animal, o amor “criança” no sentido de ser desprovido de razão. O amor zeloso é Ágape, que alimenta, cuida, doa: o amor “mãe”, semelhante ao dos mamíferos, que também contam com o cérebro límbico, regulador das emoções. Philos é o amor admirativo, que sentimos tanto por um amigo quanto por uma causa, que faz reconhecer Deus no Outro e impulsiona os projetos de vida. Philos é o amor dos seres humanos, dotados de neocórtex.

Imagem: ” Spiral Genesis”, de Mark Henson. Óleo sobre tela.

Em nosso trabalho, colocamos a terapêutica tântrica a serviço da compreensão dos processos neuróticos que impedem o fluxo do amor, seja ele entre um casal, entre um filho e sua mãe,  seja por um projeto de vida, manifestando-se como falta de vitalidade, de realização e principalmente de criatividade.

Usamos a prática tântrica como instrumento de contato com a sabedoria do instinto, na desconstrução dos condicionamentos e códigos castradores e autolimitantes. Entendemos que é preciso cuidar e qualificar a experiência orgástica para que seu potencial não seja desperdiçado como simples descarga de tensões, e para que nela se revele a verdadeira expansão rumo à iluminação, consciência, autorrealização e cura nos aspectos físicos, mentais, emocionais e espirituais.

Nosso trabalho apresenta um foco e dedicação especial para cuidar dos relacionamentos entre casais, mas todos os conteúdos e práticas terapêuticas também podem e são aplicados a solteiros que estão nessa mesma busca: expressar sua potência em plenitude na vida.

Fonte: Telévision Consciente

Consideramos o Tantra um trabalho profundo de expansão de consciência e de cura amorosa. É de amor que tratamos, e reconhecemos que ele está envolto em muitos enganos. O que histórica e socialmente chamamos de amor talvez não seja “amor” saudável. O amor pode ser fruto de culpa ou do dever religioso, ou uma imposição cultural, assim como o amor erótico pode mascarar o desejo de controle e dominação acontecendo não por instinto sexual saudável, mas pelas necessidades neuróticas de evitarmos a solidão.

Infelizmente uma pessoa pode ter a experiência e a facilidade em alcançar orgasmos múltiplos mesmo convivendo com uma barreira quase intransponível de entrega emocional a seu parceiro. Ou ainda viver em busca do amor romântico a ponto de não se interessar por nenhuma outra coisa que a sutilize: uma obra de arte, um encontro ou algum tipo de conhecimento. Também pode estar completamente devotada a Deus, religião ou trabalhos comunitários pela dificuldade de amar alguém real, de carne, osso, líquidos e vontades.

Essas pessoas somos nós, ensinados a amar pela metade. Essas relações amorosas são muito comuns, mas, ao contrário do que pensamos, nos afastam do amor e são extremamente frustrantes.

Imagem: “Another kind oh Rhapsody”, de Dorina Day. Arte em cartão.

Qualquer pessoa pode viver uma experiência de abertura e de contato com o Sagrado, considerando as práticas tântricas liberadoras de meridianos e fluxos de energia e consequente expansão e conexão entre a mente e o propósito divino da alma nessa existência. Por isso, voltamos nossa atenção não só à integração da experiência espiritual ao dia a dia, como também ao apoio necessário para o acesso e a exploração da experiência mística.

Temos o cuidado e o objetivo de inspirar um ritual íntimo e singular, que funcione como portal de acesso a um estado diferenciado de percepção e sensibilidade no cotidiano, que facilite o encontro genuíno com o Outro, consigo e consequentemente com o Divino que habita em cada um de nós.

Cláudia Guilherme (Siari Prem) &  Alexandre Bastos (Shanti Prem)
Email: editorial@riofiqueligado.com.br
Instagram: @claudiaiambe