“Os Sambas” chega ao seu último episódio no Canal Music Box Brazil

Imagem: Aluísio Machado, considerado um doa maiores compositores da  história do Império Serrano.  Fonte: YouTube.

O programa Os Sambas, exibido pelo Canal Music Box Brazil, apresenta Jongo, seu décimo-terceiro episódio, nesta quarta, dia 28 de março às 23h30min.

Para encerrar com chave de ouro, o diretor Jodele Lacher convidou Marcos Suzano, Tia Maria (do Jongo da Serrinha) e Aluísio Machado, os quais irão contar a origem desse impressionante gênero musical ‒ também denominado caxambu ‒ que tomou conta das favelas no início do século XX , vindo a tornar-se um ritmo muito apreciado pelos fundadores das primeiras escolas de samba e bastante praticado em algumas regiões do Brasil ainda hoje.

Xande de Pilares, Nego Álvaro, Marcos Suzano (partido alto); Margareth Menezes  e Luiz Caldas (samba-reggae), Roberto Menescal e Leila Pinheiro (bossa nova), Zé Katimba, Aloísio Machado e Andrezinho (samba-enredo), são alguns dos intérpretes que irão dar vida aos ritmos oriundos da matriz africana: samba de roda, choro, ijexá, pagode, partido alto, samba-reggae, bossa nova, samba-enredo, marchinhas, samba-funk, samba-rock e jongo. Todos foram selecionados por Lacher para traduzirem um pouco das manifestações culturais da região.

Gravada nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo a série, de 13 episódios com 26 minutos de duração cada, teve em sua primeira edição uma introdução que apresentou um pequeno apanhado de toda programação.

“Tentamos dar uma ótica diferente dos musicais de TV nesta série, o foco são os toques, as levadas e a forma de tocar os instrumentos, a batida que tanto se procura. Além disso, conhecemos várias histórias, uma delas narrada por Andrezinho. Ele fala que os antigos contam que, o motivo pelo qual os integrantes da bateria de uma Escola de Samba tocam os instrumentos próximos ao rosto, vem da época em que os malandros da época utilizavam-se deste artifício para poderem atravessar a avenida sem serem reconhecidos pela polícia. Assim, eles podiam desfilar sossegados e isso virou um estilo” comenta Jodele Lacher.

“Aqui o jongo dá uma formação tão sólida em nível de percussão pros meninos, que é a melhor escola de ritmos que se pode ter. Depois, quando eles vão tocar outras coisas não tem o menor problema. Porque o jongo trabalha com ritmos muito complexos, compassos compostos e eles formados aqui tem um monte de informação e um monte de coisas boas são passadas para eles, para a formação deles enquanto caráter, enquanto pessoas”, afirma, Paulão 7 Cordas.

“A dança é tudo no jongo se relaciona com o tambor. Porque o tambor é que começa. E sem o tambor não tem festa, não tem ritmo, não tem dança, não tem nada”, conta Luísa Marmelo, integrante do Jongo da Serrinha e do grupo Razões Africanas.

Pra quem perder ou quiser rever o último episódio da série, a emissora reprisa o programa nas quintas-feiras, às 11h30min; na sextas-feiras, às 17h30min (HD);  nos domingos, às 19h30min.