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O sagrado feminino, o sagrado masculino e o tantra

Uma contribuição na transformação da mentalidade do passado e na expansão da consciência coletiva são os encontros de homens e mulheres em círculos e vivências comunitárias para despertar e alinhar mentes, corações e espíritos em ações que equilibrem e  transmutem as feridas da psiquê.

Harmonizar relacionamentos, reconhecer e honrar a interdependência de todos os seres, evitar qualquer forma de competição ou discriminação, são desafios do ser humano contemporâneo pessoal, coletiva e globalmente. É necessário incentivar a parceria entre os gêneros e a interação dos planos energéticos (celeste e telúrico). Dessa forma, criam-se condições que favorecem a expansão da consciência individual e contribuem para a evolução na Terra.

Desde a década de 60, a tomada de Consciência do planeta Terra como valor mais alto a ser preservado, sob pena da extinção da espécie humana, trouxe o foco para a importância da ecologia e do renascimento dos valores ligados à Deusa primitiva: a paz, a convivência na diversidade, a cultura, as artes, o respeito a outras formas de vida no planeta.

Há um Masculino e um Feminino Divino dentro de cada ser. Essas energias, quando em harmonia e plenitude, criam totalidade e equilíbrio para uma existência feliz. O cérebro esquerdo lógico e o cérebro direito intuitivo unem-se no coração. Permitir que as emoções sejam liberadas sem repressão, tomando consciência da presença do Sagrado Feminino, é aceitar e honrar a Intuição, substituir a força pela compreensão, abrir a mente, deixar o coração falar, por meio de um comportamento mais amoroso para o equilíbrio nas ações e na vida e, assim, ter uma vida mais feliz, com qualidade.

No Tantra a energia feminina é trabalhada e reverenciada o tempo inteiro, dando ênfase ao equilíbrio do feminino como pilastra energética. É com o desenvolvimento equilibrado dessa energia que os homens crescem, isto é,  com a dose certa do feminino e do masculino dentro de si.

Nas atividades tântricas,  as mulheres aprendem a lidar com a sua energia de criação e sua sexualidade de forma lúcida e criativa, sem tabus e preconceitos, de forma libertária.

Vivenciar o Sagrado Feminino é o mesmo que ser equilibrada e concisa em suas ações de vida afetiva, ambiental e espiritual.

Ambos, Deus e Deusa, são as expressões da polaridade que permite que o Shiva se manifeste no Universo… São os dois lados de uma mesma moeda… As duas faces do Todo ou sua divisão primeira.

Honrar a Deusa e o Deus ainda é crer em um Ser Supremo que, ao se bipartir, criou o princípio Masculino e o princípio Feminino, o Yin e o Yang, o Homem e a Mulher.


Cláudia Guilherme (Siari Prem)
Orientadora sexual, terapeuta holística e tântrica, além de produtora cultural. Palestrante especialista na abordagem de assuntos como sexualidade, comportamento amoroso, autoestima e resgate do feminino. Ministra diversos cursos, palestras e workshops na área de sensualidade por todo o Brasil.
E-mail: editorial@riofiqueligado.com.brInstagram: @claudiaiambe.