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O que faz um terapeuta tântrico?

Quando me perguntam o que eu faço, respondo propositalmente com algumas das minhas atribuições profissionais e deixo por último a de terapeuta tântrica.  Ainda é bem comum algumas pessoas arregalarem os olhos e me perguntarem, baixando a voz, “Você também faz massagem tântrica?”, num misto de curiosidade e constrangimento, como se eu fosse algum tipo de ET.

O terapeuta tântrico pode ser um profissional com múltiplas formações. Aliás, quanto melhor preparado esse profissional, mais recursos ele vai ter no atendimento do seu cliente e, consequentemente, mais valorizado ele será.

Minha atuação profissional como orientadora sexual minimiza o preconceito explícito daqueles que me abordam diretamente devido aos anos de atuação apenas. No inicio da minha carreira, também eram muito comuns as reações infantis. Lido com um tema que as pessoas costumam tratar com hipocrisia, fobias e deturpações e isso pode gerar parafilias, bloqueios e neuroses. Como gosto de desafios, somei a atuação como terapeuta tântrica a outra escolha profissional.

O terapêuta tântrico pode lançar mão de outras técnicas terapêuticas, holísticas ou não, no cuidado dos seus clientes. Algumas inovadoras, até experimentais, mas entendam: SEXO ele nunca vai propor. A  principal função dele é desprogramar conceitos, quebrar paradigmas e ressignificar o corpo das memórias e experiências traumáticas que ele guarda. Não é com sexo que ele vai conseguir isso, e sim, com um conjunto de técnicas que, ao serem aplicadas, elevam o potencial biolétrico do corpo, alterando a bioquímica do organismo e liberando uma série de substâncias na corrente sanguínea que alteram a percepção que temos do nosso corpo, criando assim novas sinapses relacionadas ao prazer, tirando o foco dos genitais, inclusive.

O terapeuta tântrico vai trabalhar com a sexualidade, não com sexo. Para o sucesso no e do tratamento, ele deve ter adquirido, por meio do tantra, vários recursos, como os métodos de respiração circular, renascimento, análise bioenergética, meditações e vários outros, objetivando desreprimir emoções, liberar couraças emocionais e possíveis somatizações.

Um bom terapeuta tântrico (ou não)  está longe de usar seus conhecimentos técnicos, filosóficos e específicos  para outros fins que não terapêuticos. Se ele é respeitado, experiente e qualificado pelos bons resultados no desenvolvimento de seus clientes, não precisa.

Recomendo observação, cuidado, pesquisa e atenção na escolha do profissional que vai cuidar do que é intimo e vulnerável antes de iniciar um tratamento sequencial na terapia tântrica.

Cláudia Guilherme (Siari Prem)
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