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“O Balão Caiu”, livro de Claudia Ildefonso, relata tragédia ocorrida na Turquia

Rodrigo Alvarez, repórter da Rede Globo, assina o prefácio

No início da  manhã de 20 de maio de 2013, um telefonema das autoridades turcas mudaria a vida da psicóloga carioca Claudia Ildefonso. Sua  mãe havia sofrido um acidente na região da Capadócia. O que era para ser um relato de aventura de férias de um grupo de amigas na terceira idade se transformou em uma tragédia de repercussão internacional. Durante  um tradicional passeio de balão pela região de belas formações geológicas, dois eles colidiram a 300 metros de altura. Resultado: queda de um deles com 24 vítimas, três das quais fatais.

Era o início de uma epopeia de dor, angústia e transtornos das mais diversas ordens, ao mesmo tempo que uma experiência inusitada de superação e solidariedade. Em meio a imensas dificuldades e sob um estado ímpar de tensão, a autora seguiu para a Turquia com seu irmão, onde acompanhou sua mãe em estado gravíssimo por um mês, num hospital em Kayseri. Três companheiras de viagem, que tiveram seus nomes substituídos no livro, não sobreviveram ao acidente.

O Balão Caiu ― vida e morte na Capadócia, uma publicação da Giostri Editora,  detalha toda a trajetória:  desde a queda até a remoção de Maísa para solo brasileiro, onde ela ainda permaneceu hospitalizada por mais 15 dias. Logo após, seguiu-se um longo período de fisioterapia: a paciente ficou quatro meses sem andar.

O livro — de 179 páginas e no valor de R$ 50 —  se destaca pela narrativa emocionante e humanizada, deixando o leitor em constante suspense. Aborda temas diversos, como questões diplomáticas e burocráticas, dificuldade de comunicação num país distante, luto, crise de pânico, fé, falta de indenização e a ampla cobertura de imprensa, que rendeu frutos…

O prefácio é assinado pelo repórter da Rede Globo Rodrigo Alvarez, que acompanhou todo o processo:

“Tinha acabado de acordar num hotel no alto do morro na ilha de Santorini, na Grécia, com minha mulher e um de meus filhos… Resolvi dar uma olhadinha no celular. O e-mail que me chegava era o fim das férias mais curtas da minha vida… ‘Caiu um balão com brasileiros na Capadócia, três senhoras morreram. Você consegue ir até lá?’, me perguntava um editor… A tragédia das famílias das três senhoras mortas era a mais imediata. Mas os hospitais da Capadócia receberam pacientes em estado grave, que poderiam não sobreviver… Passei dez dias na Capadócia, convivendo com eles e acompanhando suas lutas. Agora, anos depois, comecei a folhear o livro de Cláudia como quem revira um baú de memórias e descobre cartas que por algum motivo ficaram fechadas em seus envelopes. As cartas revelam um ponto de vista muito particular e humano, de um momento sem dúvida trágico, mas que aos poucos foi se colorindo de afeto e beleza.”

Sobre a autora

Natural do Rio de Janeiro, Cláudia Ildefonso é psicóloga e membro efetivo da Sociedade da Ciência do Sentir — SoCis. Em 1999, mudou-se para os Estados Unidos, onde morou por 12 anos. Cidadã estaduninense desde 2008, trabalhou para o Lone Star College, no Texas, de 2004 a 2011, ensinando português para estrangeiros executivos da área de óleo e gás e atuando também como Cross Cultural Facilitator. Em 2014 veio a dar aulas para os estrangeiros do Comitê Olímpico Internacional – Rio 2016.