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“Mulheres de buço” em cartaz no Teatro O Tablado

Imagem: © Lourenço Parente / divulgação

O espetáculo Mulheres de buço foi prorrogado até 4 de junho, no Teatro Tablado, na Lagoa. Após uma temporada de enorme sucesso, com casa lotada em todas as sessões, a montagem mostra que está em sintonia com todo ardor da juventude atual.

Tendo como cenário o camarim de uma apresentação, momentos antes de começar o show, as personagens se deparam com dúvidas, questões, medos, euforias, memórias, inquietações e expectativas. Questões relacionadas às dificuldades de se trabalhar em grupo e às particularidades femininas transbordam.

Mulheres de buço é dirigida por Julia Stockler e Laura Araújo e sua dramaturgia foi construída a partir de experiências coletivas e particulares do grupo, com a colaboração das diretoras. No elenco, Beatriz Morgana, Carolina Repetto, Clarice Sauma, Joana Castro, Lilia Wodraschka, Lucia Barros e Manuela Llerena.

A trilha musical é formada pelas composições originais do coletivo e também por músicas autorais do diretor musical Pedro Mib, tocadas ao vivo pela Sapabanda das Mulheres de Buço, composta por Silvia Autuori, Emilia B. Rodrigues e Fernanda Pozzobon.

Sobre o Mulheres de Buço

Um coletivo que, por meio de experiências cênicas, questiona os papéis políticos e sociais na conjuntura atual a partir da ótica feminista. Seu primeiro trabalho, o esquete Ordem e Progresso, data de 2014. Baseado no conto O Homem da Cabeça de Papelão, de João do Rio, foi premiado no Festival de Teatro Universitário (FESTU) como Melhor Iluminação e indicado a Melhor Texto e Melhor Esquete por júri popular. No ano seguinte, o grupo se apesentou no mesmo festival com os esquetes, também autorais:  Amora (o conflito amoroso entre duas jovens) e Carmem (a história de uma prostituta). Este último recebeu indicações para Melhor Atriz e Melhor Cenário .

No final de 2015, o grupo começou a desenvolver um projeto musical, que hoje se estabelece como funk-punk-rock,  transitando entre o teatro e a música.

Foi assim que, em 2016, o coletivo Mulheres de Buço, sete atrizes e três musicistas,  se firmou como um grupo que realiza shows performáticos com letras e músicas autorais.  A partir do envolvimento com a música, a linguagem do grupo se estabeleceu. “O envolvimento com letras musicais que falam sobre a mulher de forma direta e sem meias palavras, fez com que a gente assumisse a questão feminista no nosso discurso”, afirma Lucia Barros, atriz-fundadora.

Para a companhia, articulada horizontalmente, sem hierarquia, a música e as performances teatrais são igualmente importantes na composição dos shows e das peças de teatro.

Temporada: até 4 de junho

Dias e horário: sábado e domingo — 21h

Entrada: R$ 40 (inteira) / R$ 20  (meia)

Bilheteria: sábados e domingos — 19h30min às 21h

Classificação: 16 anos

Teatro O Tablado
Av. Lineu de Paula Machado, 795 — Lagoa — Rio de Janeiro