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Montreal, capital mundial do circo e sede do Cirque du Soleil

A cidade da província de Quebec se destaca por seu ar cosmopolita, com uma impressionante opção de lazer e diversão

Espetáculo do  Cirque du Soleil, com destque para  Raphael Nepomuceno, artista brasileiro da companhia.

Berço da cultura canadense, Montreal abriga a sede do Cirque du Soleil, uma das companhias circenses mais famosas do mundo, e  do TOHU um centro de artes, música e circo, considerado uma referência de novas ideias e talentos na América do Norte, localizado no tradicional bairro de Saint Michel. Para se ter uma ideia,  anualmente, mais de um milhão de pessoas, das mais diferentes idades e nacionalidades, visitam o TOHU.

O circo no Canadá é uma mistura de arte, música, interpretação e dança. Bem diferente do circo tradicional no Brasil, do circo de picadeiro,  assemelha-se a um grande teatro. É um mercado que movimenta milhões de dólares e atrai muitos brasileiros. O carioca Raphael Botelho Nepomuceno, de 34 anos, é dançarino e acrobata e faz parte do elenco do Cirque du Soleil desde 2011. Atualmente, ele viaja o mundo com o espetáculo Varekai (palavra de origem romena que significa “num sítio qualquer”)  ao lado de artistas de 19 nacionalidades. “Eu atuo como o personagem Limping Angel. No enredo, ele é um anjo que caiu do céu e quebrou as asas. Por ter sua natureza angelical, teve que aprender a andar, superar a queda e aprender a voar, mas sem as asas. Nesse trabalho, misturo acrobacia, capoeira e  break dance”, explicou o artista.

Cartaz de Volta, novo espetáculo do Cirque du Soleil.

O Cirque du Soleil nasceu nos anos 1980 em Baie-Saint-Paul, em Quebec. No início,  era só um grupo de equilibristas em perna de pau que mesclava teatro e acrobacia. Em 1984, o artista Guy Laliberté  fez a primeira apresentação como Cirque du Soleil na cidade de Quebec e não parou mais. “Cirque du Soleil significa Circo do Sol. Quando eu preciso me reenergizar, vou a algum lugar perto do mar para ver o por do sol. Foi assim que surgiu a ideia de “Soleil”, numa praia do Havaí, e porque o sol é um símbolo de juventude e energia”, afirmou o  diretor artístico.

O novo espetáculo do Soleil é Volta, uma história de transformação, sobre força de vontade, ser verdadeiro consigo, a qual celebra a liberdade como movimento. A temporada vai de 20 de abril até 23 de junho em uma grande tenda montada no Old Port de Montreal, com ingressos a partir de 39 dólares.

Vale lembrar que, desde 1984, o Cirque du Soleil já foi visto por mais de 180 milhões de espectadores, em mais de 400 cidades, em seis continentes. A empresa é uma torre de babel com quase 4.000 mil empregados de 50 países diferentes. Se você estiver no Brasil, não precisa ficar com água na boca. O show Amaluna irá percorrer várias cidades brasileiras no segundo semestre de 2017. Os detalhes da turnê brasileira ainda não foram divulgados.

Espetáculo Amaluna, com que o Soleil pecorrerá o Brasil no segundo semestre de 2017.

Já a nova temporada no TOHU traz o Il Retorno com o grupo Circa. O espetáculo é inspirado na ópera O Retorno de Ulisses à Pátria,  escrita em 1640 pelo italiano Claudio Monteverdi.  Outro destaque no TOHU é o Montréal Complètement Cirque, um festival de cores, música e movimentos promovido pelos artistas do TOHU e com o apoio de Cirque du Soleil, Les 7 Doigts, Cirque Éloize, the National Cirscus School e En Piste. Serão 11 dias de arte em homenagem aos 375 anos de Montreal, entre 10 e 16 de julho de 2017. O show Vice & Vertu, do Les 7 Doigts, é um das atrações, com um enredo que mistura sexo, máfia e as histórias libidinosas do Red Light District, zona de prostituição e bares na Montreal dos anos 1940. Com ingressos a partir de 40 dólares, é um  show proibido para menores de idade. Fiquem ligados!

Volto em breve com mais dicas de cultura e lazer aqui do Canadá!

Rosane Rodrigues — Jornalista
E-mail: editorial@riofiqueligado.com.br
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