Memorial Monteverde guarda a história da construção civil no Brasil

No centro do Rio encontra-se um tesouro escondido: o Memorial Monteverde. Ele guarda a história da construção civil e da terceirização de serviços no Brasil, com destaque para o legado do empresário Bernardo Monteverde.

Bernardo foi um empreendedor que sempre agregou valores humanitários à sua carreira empresarial. Vivenciou uma rica experiência ao longo do seu percurso e que pode ser conhecida por meio de objetos, documentos, fotos e arquivos expostos no memorial.

O árduo início da trajetória de Bernardo Monteverde, como mascate, foi marcado por muitas viagens pelo país. Apesar das dificuldades, a perseverança sempre foi um traço forte no descendente de imigrantes russos, nascido em  Joinville (SC), em 1912. Movido pela persistência e determinação, ele foi obtendo conquistas no setor da construção civil, manutenção, conservação e desinfecção hospitalar.

Homem de visão, construiu edificações Brasil afora: o prédio da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, abrigos e pontes do Parque Nacional de Itatiaia(RJ) e o aeroporto de Cuiabá (MT), agências do Banco do Brasil em diversas cidades como: Itabuna (BA) e Conselheiro Lafaiete (MG) entre outras, com a marca da Monteverde Engenharia, fundada em 1939.

Outro traço dominante do empresário foi a preocupação com a inclusão social. Um exemplo: perto do Natal de 1940, Bernardo premiou seus funcionários com uma caderneta de poupança. A força da ideia deu origem à proposta do 13º salário, implantado posteriormente pelo presidente Getúlio Vargas.

O pioneirismo foi uma marca da empresa desde seu início: na década de 1960, Bernardo Monteverde ergueu diversas construções na nascente capital federal Brasília, convocado pelo então presidente Juscelino Kubitschek. Complementando o serviço, sua empresa preparou com toque de classe, cuidando da limpeza de todos os edifícios públicos da cidade para a inauguração.

Incansável, Monteverde extrapolava a atividade empresarial e desenvolveu vários projetos humanistas, de filantropia, tendo se tornado um mecenas que patrocinou diversos projetos culturais que resultaram em títulos de reconhecimento, como os de cidadão benemérito do Rio de Janeiro e de Brasília.

Bernardo Monteverde faleceu em 1997 mas sua obra ficou eternizada no Memorial Monteverde, que está completando 21 anos em 2019. Neste espaço, dentre várias outras, uma narrativa de superação merece destaque: o exemplo de vida de William Monteverde, filho de Bernardo e Esterzinha. Nascido com deficiência visual, o jovem desde cedo foi estimulado pela mãe a enfrentar a vida.

Estudioso, aplicado e perseverante, passou em primeiro lugar no concurso de direito para a UEG (atual UERJ), onde foi o primeiro aluno de toda a sua turma e em seguida atuou como advogado nas empresas Monteverde e em Teresópolis, onde fixou residência.

Visitação: Permanente.
Dias e horário: Segunda a sexta | 10h às 15h. 

Entrada franca.

Memorial Monteverde
Rua Evaristo da Veiga, 55/5º
Centro | Rio de Janeiro | RJ
Tel.: 21 2533-2000