“Marcia Haydée – uma vida pela dança” chega aos cinemas

O documentário Marcia Haydée – uma vida pela dança estreia em 18 de abril nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Dirigido por Daniela Kallmann, o filme celebra oito décadas de vida de Haydée, hoje com 81 nos e ainda na ativa, e  conta a história da única bailarina brasileira a ser reverenciada nos mais importantes teatros do mundo.  Após o lançamento nas salas de cinema, o filme será exibido nos canais GloboNews e Curta!.

A trajetória de Marcia dedicada à dança é entremeada por depoimentos de nomes brasileiros – como Bibi Ferreira, Ana Botafogo e Deborah Colker – e renomados artistas internacionais: Reid Anderson, diretor artístico do Stuttgart Ballet e Tamas Detrich, ex-bailarino solista e diretor artístico da mesma companhia, onde Marcia trabalhou por quase metade de sua carreira; Luz Lorca, diretora adjunta do Ballet de Santiago, no qual a bailarina é a diretora atualmente, e, a mesma conpanhia, Andrezza Randisek, bailarina solista e, Pablo Nuñes, cenógrafo e figurinista. John Neumeier, coreógrafo e diretor artístico do Hamburg Ballet também dá seu testemunho no filme.

“Além da Marcia bailarina, diretora de ballet e coreógrafa, queremos mostrar a pessoa que está por trás dos palcos. A Marcia generosa, que tem uma energia incrível e que, mesmo depois dos 80 anos, continua trabalhando incessantemente ao redor do mundo”, conta Monica Athayde, irmã da bailarina.

O documentário foi idealizado por Monica Athayde, irmã da bailarina, e produzido por Marco Altberg, por meio da Indiana Produções, em parceria com a Globo Filmes e a GloboNews. Sua elaboração teve início há mais de 6 anos, quando Monica decidiu começar suas pesquisas nos acervos da irmã. O material selecionado traz momentos da bailarina no Rio de Janeiro, na Alemanha e no Chile, onde morou e desenvolveu sua carreira.  Imagens dos anos 50, na casa de seus pais, marcam o momento em que Marcia conhece Michael Powell, diretor do célebre filme Red Shoes, que impulsionou sua ida para a Europa.

Sobre a dançarina

Imagem: divulgação.

Marcia Haydée, nascida em Niterói, estado do Rio de Janeiro, começou as aulas de ballet aos 3 anos. Aos 12 já falava em ser a melhor bailarina do mundo. Aos 16 se muda para Londres para estudar na Royal Ballet School. Lá conhece o coreógrafo sul-africano John Cranko, diretor do Stuttgart Ballet, na Alemanha, e se torna sua discípula. Em Stuttgart, Marcia se torna primeira bailarina e, após a morte precoce de Cranko, passa a dirigir a companhia.

Foi ao interpretar espetáculos como Carmen, Romeu e Julieta e A megera domada que Haydée tornou-se reconhecida mundialmente. Foi aclamada como a Maria Callas da dança, por sua grandeza nas interpretações em cada papel que lhe era oferecido. A bailarina escolhe então não ter filhos e se dedicar exclusivamente à carreira e, mesmo quando à frente da companhia alemã como diretora, continua a ser disputada por grandes coreógrafos, como Glen Tetley, Jí Kylián, William Forsythe, Maurice Béjart e John Neumeier.

Uma das referências internacionais da dança do século XX,  a bailarina segue à frente da direção do Ballet de Santiago, no Chile, além de atuar como coreógrafa para outras companhias internacionais.