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Laís Ferreira lança “Canções do Porto e do Mar”, seu segundo livro de poemas

Imagem: Capa do livro. Créditos da arte:  Esther Azevedo.

A escritora e poeta Laís Ferreira Oliveira acaba de lançar o livro Canções do Porto e do Mar. Uma publicação do selo Futurarte Poesia, pertencente à Editora Multifoco, o livro  — à venda pelo valor de R$ 40 — reúne 39 poemas que situam a experiência do mundo — e a construção de si — em um mesmo trânsito.

A  escritora — residente na cidade de Niterói desde 2016 —  lançou seu primeiro livro, Caderno de Bolsa, pela Chiado Editora, que o publicou no Brasil e em Portugal. Mineira, de Belo Horizonte, Laís se mudou da cidade de origem algumas vezes. Na maioria das vezes esse trânsito foi motivado por alguma razão de trabalho ou estudo. Chegar até a algum lugar, porém, pressupõe algum caminho, percurso, observação do mundo. E sua vida andarilha trouxe experiências que serviram de inspiração para a escrita.

“Há mares que são de água e sal, outros que são da natureza de elementos que oscilam, de gestos que se perdem, de elementos inconclusos. Há, no entanto, uma aproximação entre o porto e o mar: os lugares de chegada, de  estabilidade, podem, a qualquer momento, serem de partida. Em qualquer travessia, acho que uma das poucas certezas que eu sempre tive é que precisava escrever. Sem muita precisão do futuro, escrever sempre foi o gesto possível ao presente”, comenta a escritora Laís Ferreira.

 Floresta

Entre o asfalto e a grama,

cresce apenas a raiz.

Isto é: a fibra da rama

a crescer como quis

por não se depreender

deste chão cuja terra

marca os pés da espera

da liberdade que nasce

na morte dos olhos.

Aquela casa é fria

(aquele verso é sopro).​

— A noite nos abriga.


Sobre a autora

Laís Ferreira Oliveira nasceu em 1992, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Atualmente, é mestranda em Comunicação na UFF, com ênfase nos estudos do cinema e do audiovisual. Em 2015, publicou o seu primeiro livro, Caderno de Bolsa, pela Chiado Editora, com edições em Portugal e no Brasil. Em novembro de 2014, foi finalista do concurso de Poesia Contemporânea, promovido  pela Contemporânea Projetos Culturais, com o poema Fogo-fátuo. Ainda em 2014,  foi finalista do Concurso Nacional Novos Poetas, da Vivara Editora, com o poema O Beco número 2. Em 2008, obteve menção honrosa com a crônica Frutinhos e tiras de chitão no concurso Brasileiros em Prosa & Verso, realizado pela editora Alba, em Varginha. Obteve, também, o quinto lugar com o poema Outeiro nesse mesmo concurso. Em 2009, obteve menção honrosa com o poema Inconstância, no concurso Emoções em Prosa & Verso, realizado pela Editora Alba, em Varginha. Caderno de Bolsa é o seu primeiro livro publicado. É fotógrafa, tendo participado do Festival de Fotografia de Tiradentes — Foto em Pauta, em 2015, com a série Viaduto, na exposição coletiva Espaço f: entre o foco e a fugacidade e  em 2017, na exposição coletiva Fotografia e Palavra / Poesia e Imagem. Também é crítica de cinema, sendo editora da Revista Moventes.