“Frida Kahlo – A deusa tehuana” em cartaz no Teatro Eva Herz

Imagem: © Renato Mangolin / Divulgação.

O espetáculo Frida Kahlo – A deusa tehuana realiza temporada no Teatro Eva Herz, da Livraria Cultura. Com Rosana  Germano como protagonista, quem assina a direção é ninguém menos que  Luiz Antonio Rocha, que traz no currículo Uma Loira na Lua, Eu te darei o Céu e Brimas.

Todo o processo do monólogo partiu do corpo da Frida.  “A gente ficou um mês tentando descobrir como seria o corpo de alguém que fez mais de 30 cirurgias, que tinha dores e tomava morfina para sentir alívio; e que também teve pólio. Era uma mulher que certamente tinha dificuldade em caminhar, mas, nas nossas pesquisas, vimos que as atrizes não costumam levar em conta esse aspecto na hora de caracterizá-la nos espetáculos”, explica Luiz Antonio Rocha. “A gente foi por outro lado. Fugimos do corpo cotidiano e trabalhos suas limitações e, a partir daí, fomos descobrindo a história que aquele corpo tinha para contar”.

Da mesma forma, tudo de mais óbvio sobre a trajetória da artista plástica mexicana foi excluído. “Queria justamente algo que não estivesse nos registros oficiais da história, que mergulhasse no sentimento mais profundo de uma mulher que queria ser mãe e não conseguiu, que era frágil e, ao mesmo tempo, forte e determinada. Colocamos o inédito, o que as pessoas sequer imaginam, como a sua relação com os médicos e a descoberta da colecionadora de arte Dolores Olmedo”, explica o diretor. “No espetáculo, desconstruímos o mito, construindo uma Frida humana, bem diferente da figura pop na qual foi transformada pela grande mídia no mundo inteiro”, conclui Luiz Antonio Rocha.

A peça abre com o prólogo de Dolores Olmedo Patiño, marchand que possui a maior coleção de Frida Kahlo e Diego Rivera no mundo. Responsável por preservar e difundir o acervo do casal. Dolores e Frida nunca foram amigas; duas mulheres apaixonadas pelo mesmo homem, uma colecionadora de arte, a outra a expressão da própria arte.

Sobre Rosana Germano

Atriz com formação em Artes Cênicas pela UniRio e Cinema pela Universidade Estácio de Sá, Rose Germano sempre procurou aprofundar a sua arte e conduzi-la para um teatro de referências. Mergulhou no universo de Shakespeare, Brecht, Plauto, mas foi em Frida Kahlo – A deusa tehuana que a atriz encontrou o seu grande desafio. Ao falar sobre o que a inspirou a viver Frida Kahlo no teatro, Rose Germano comenta que “há uma similaridade entre as culturas mexicana e brasileira, especificamente a nordestina, em que estão as minhas raízes. Sou de Riacho do Meio, uma cidadezinha do interior da Paraíba. Foi aí que me inspirei, nesse povo guerreiro, nas histórias de mulheres cheias de vida e coragem.”

A atriz destaca ainda a importância de falar sobre a artista hoje. “O grande destaque está na autenticidade da mulher à frente do nosso tempo. Ela é a desmedida das coisas, está fora dos padrões estabelecidos. Viver Frida é encarar a vida e a morte com a mesma grandeza.”

Temporada: 2 de agosto a 29 de setembro.

Dias e horários: Quinta a sábado 19h.

Entrada: R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia).

Bilheteria: Terça a sábado  17h às 19h.

Lotação: 178 pessoas.

Duração: 60 minutos.

Classificação: 16 anos.

Vendas on-line via Ingresso Rápido.

Teatro Eva Herz Livraria Cultura
Rua Senador Dantas, 45
Centro Rio de Janeiro
Tel.: 3916-2600