Festival Levada 2017, um difusor de música autoral e independente

Shows nas Zonas Norte e Sul da cidade com preços populares


A sexta edição do Festival Levada ― um difusor da música autoral e independente ― vai até o dia 7 de setembro. Em dez semanas, o que há de mais novo no cenário musical nacional. São artistas de várias  regiões do país realizando shows nas Zonas Norte e Sul da cidade, ampliando a democratização do acesso ao festival.

No total dez artistas se apresentam duas vezes seguidas no projeto. De 5 de julho a 3 de agosto, o festival se realizou no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca. Desde 9 de agosto,  cabe à  Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, sediar o evento, que se encerra em 7 de setembro.

“O bom do projeto é possibilitar a divulgação do trabalho do artista com toda a qualidade técnica e a infraestrutura necessária para a equipe poder viajar e se apresentar no Rio de Janeiro. A vida do artista independente tem muitos riscos, e nós apostamos em trabalhos ainda pouco conhecidos, que provavelmente não teriam condições de arcar com os custos de uma estreia na cidade”, explica Júlio Zucca, produtor e idealizador do projeto.

Para Jorge Lz, curador do Levada, é importante o recorte da exuberante produção brasileira do século XXI. “O Levada segue na sua busca de mapear a música brasileira contemporânea, revelando o excelente momento que atravessamos. Para esta sexta edição, procuramos destacar alguns artistas independentes que, de alguma forma, já se estabeleceram e conquistaram seu público, como é o caso de Domenico Lancellotti e Curumin, que lançam seus novos trabalhos. Mas não deixamos de lado novos nomes em que apostamos, como Bruna Mendez, de Goiás, e Barro, de Pernambuco. Trouxemos também dois artistas muito conhecidos por seus trabalhos com suas respectivas bandas e que agora lançam seus primeiros trabalhos solo: Felipe S, vocalista da banda Mombojó, e Letícia Novaes, ex-integrante da banda Letuce”, conta Lz.

Programação

 No Centro da Música Carioca Artur da Távola (Rua Conde de Bonfim 824 ― Tijuca)

► Dias 5 e 6 de julho ― Domenico Lancellotti  ― Carioca, músico e produtor; filho do músico Ivor Lancellotti, participou do grupo Mulheres Que Dizem Sim. Integrante do coletivo +2, lança no Levada seu segundo álbum solo Serra dos Órgãos.

► Dias 12 e 13 de julho ― Curumin Paulistano, músico e produtor, é casado com Anelis Assumpção. Lança, no festival, Boca, seu quarto álbum.

► Dias 19 e 20 de julho ― Juliana Sinimbú ― Paraense, lança no Levada seu segundo disco Sobre Amor e Outras Viagens.

► Dias 26 e 27 de julho ― Letícia Novaes Carioca; poeta, é  ex-integrante do Letuce. Lançamento no Levada seu primeiro disco solo, Letrux.

► Dias 2 e 3 de agosto – Felipe S Pernambucano, é integrante da banda Mombojó e da banda Del Rey (pernambucanos que tocam músicas do Roberto e Erasmo Carlos). Lança no festival seu primeiro álbum solo Cabeça de Felipe.

Na Casa de Cultura Laura Alvim (Av. Vieira Souto 376 ― Ipanema)

► Dias 9 e 10 de agosto ―  Luísa Maita ― Paulistana, teve duas músicas de seu primeiro disco na trilha sonora do filme Boyhood (indicado ao Oscar de 2015).  Lança seu segundo álbum, Fio da Memória, no Levada.

► Dias 16 e 17 de agosto ― Bruno Morais ― Paranaense, teve uma música de seu primeiro disco na minissérie Verdades secretas. Lança seu segundo álbum, ainda sem nome definido, no festival.

► Dias 23 e 24 de agosto ― Bruna Mendez Goiana, lança no festival seu primeiro álbum, O mesmo mar que nega a terra cede à sua calma, com produção de Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy).

► Dias 30 e 31 de agosto ― Tamy Capixaba radicada no Urugua, lança Parador Neptunia no Levada, seu quarto álbum,

► Dias 6 e 7 de setembro ― Barro ― Pernambucano, integrante do grupo Bande Dessinée, lança Miocárdio, seu primeiro álbum, no festival.


Sobre o Festival Levada

Referência nacional de projeto que abriga a nova cena musical independente brasileira, o festival recebeu, nas cinco edições anteriores, um total de 78 artistas para um público de mais de 10 mil pessoas. De nomes conhecidos ― como Pedro Luís, Siba, Lucas Santanna e Lirinha ― e artistas prestes a despontar, a exemplo de Ellen Oléria, Filipe Catto, Márcia Castro e Boogarins, passando por descobertas como Phill Veras, Aíla, Brunno Monteiro, Jaloo e César Lacerda, o festival se torna a casa da nova música brasileira, com artistas de todas as regiões do país presentes em todas as edições.

O Levada tem como prospota a discussão sobre o mercado da música independente e suas formas de fomento, produção e difusão. Esse debate acontece essencialmente na web por meio de plataformas de música e das redes sociais, com a troca de ideias entre os artistas e produtores, mediadas pelo Levada, representado pelo curador, Jorge Lz, pelo produtor e músico independente Wagner Vallim e por Julio Zucca, diretor geral do festival.

Período: 5 de julho a 7 de setembro
Dias e horários: Quartas e quintas — 20h
Entrada: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)
Locais: Centro da Música Carioca Artur da Távola (Tijuca) e Casa de Cultura Laura Alvim (Ipanema)