Exposição “Miradouro”, de Suzana Queiroga, no Paço Imperial

Exposição ocupa três salas do Paço Imperial, com trabalhos recentes e inéditos da artista, entre pinturas, esculturas, instalações e vídeos sobre o tempo, o infinito, a paisagem e a cartografia

Imagem: 1. “Rondel do Estoril” (2011), óleo sobre tela. Créditos: Gabi Carrera. Imagem 2. Paisagem de Silêncio (2011), óleo sobre tela. Créditos: Gabi Carrera.

Encontra-se aberta para visitação a exposição Miradouro, com obras recentes e inéditas da artista plástica Suzana Queiroga em três salas do Paço Imperial.

Com curadoria de Raphael Fonseca, são cerca de quinze trabalhos em grandes dimensões, entre pinturas, esculturas, instalações e vídeos, que mostram a pesquisa da artista sobre o tempo, a paisagem e a cartografia. A mostra também possui uma parte documental, com diversos estudos, mapas, pesquisas e o processo de trabalho da artista no ateliê. Miradouro comemora também os dez anos do projeto Velofluxo, em que a pesquisa de Queiroga sobre a cartografia, as cidades, os fluxos e o tempo, culminou com voos no balão Velofluxo, criado pela artista, em que a experiência do voo foi compartilhada com o público no CCBB de Brasília, em 2008. Para este ano, a artista também tem uma exposição programada na Cassia Bomeny Galeria, em Ipanema.

Sobre a artista

A carioca Suzana Queiroga, de 56 anos, atua nas artes plásticas desde a década de 1980. Suas poéticas atravessam a ideia de fluxo e tempo. A artista plástica traz à tona questões da expansão da pintura e do plano dialogando com diversos meios, entre os quais instalações, performances, infláveis, audiovisual e escultura. Participou de importantes exposições, no Brasil e no exterior, como ÁguaAr, no Centro para Assuntos de Arte e Arquitetura, em Guimarães, Portugal (2015), onde também foi artista residente e a individual Prelúdio, na Galeria Siniscalco, em Nápolis (2014). Realizou uma individual para o Projeto Ver e Sentir do Museu Nacional de Belas Artes (2017). Acumulou cerca de 12 prêmios, dentre eles: Prêmio de Aquisição na XVIII Bienal de Cerveira, em Portugal (2015); 5º Prêmio Marcantônio Vilaça/Funarte para aquisição de acervos (2012), pelo qual apresentou a individual Olhos d’Água no Museu Nacional de Arte Contemporânea de Niterói no ano seguinte; o I Prêmio Nacional de Projéteis de Arte Contemporânea/Funarte (2005); bolsa RIOARTE (1999). Foi também finalista do 6º Prêmio Marcantônio Vilaça para as Artes Plásticas, cuja coletiva aconteceu no Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia (2017). Foi artista residente na Akademia der Bildenden der Künste Wien, na Áustria (2012), no Instituto Hilda Hilst, em São Paulo (2012), na IV Bienal del Fin del Mundo, na Argentina (2014), entre outros.

Abertura: 21 de março ‒18h30min
Visitação: 22 de março a 27 de maio
Dias e horário: Terça a sexta ‒ 12h às 19h / Sábado e domingo ‒ 12h às 18h.

Entrada franca

Paço Imperial
Praça XV de Novembro, 48 ‒ Centro ‒ Rio de Janeiro
Tel.: 21 2215-2093