Exposição de Daniel Fengold prorrogada na Cassia Bomeny Galeria

Imagem: Daniel Feingold – Estrutura de esmalte sintético sobre terbrim. Créditos: Pedro Victor Brandão.

Foi prorrogada até o dia 16 de fevereiro a exposição do artista plástico Daniel Feingold, na Cassia Bomeny Galeria, em Ipanema. São 24 obras inéditas ― sendo oito pinturas em esmalte sintético sobre tela e 16 pinturas em bastão oleoso sobre papel ― produzidas este ano pelo artista, que tem 30 anos de trajetória.

“A obra que Daniel Feingold vem realizando há cerca de três décadas, de modo extremamente coerente no que tange à sua impecável metodologia de trabalho e consistência intelectual, o afasta dos modismos estéticos e conseqüentemente do marketing promocional, que costuma devastar a produção de tantos artistas”, afirma o crítico de arte Frederico Morais no texto que acompanha a exposição.

Para realizar as pinturas, Daniel Feingold não utiliza o tradicional pincel. Em uma técnica desenvolvida por ele em 2013, a pintura é feita entornando as tintas sobre a tela. Ele a coloca na vertical e, através de latas que ele mesmo retorce, criando bicos de diversos tamanhos, derrama a tinta, que escorre verticalmente por toda a tela, formando linhas retas. Ao secar, o artista vira o quadro e repete o procedimento, resultando em diversas linhas coloridas, com espessuras variadas, que se cruzam, se sobrepõem e se entrelaçam.

Pinturas sobre papel

 Além das pinturas sobre tela, no primeiro andar da galeria também estarão três pinturas sobre papel, que se relacionam com as demais obras, pois possuem a mesma palheta de cores. No segundo andar, estará mais uma série de trabalhos sobre papel, todos em preto e branco. Para realizar essas obras, Daniel Feingold usa bastão oleoso ― com cores firmes, opacas e sem transparência ―. que ele desliza, friccionando sobre o papel. Nesses trabalhos, não há uma preocupação tão grande do artista com o rigor técnico. Ele utiliza algumas réguas para fazer linhas retas, mas também permite “manchas” no desenho, como riscos mais finos, borrões e até marcas de dedo. “São trabalhos de luta, que mostram a intensidade do artista, a tensão interna durante a produção, que trazem uma vivacidade menos intelectualizada, uma despreocupação com o sujo”, diz Daniel Feingold.

Sobre o artista

Carioca nascido em 1954, Daniel Feingold formou-se em Arquitetura na FAUSS, RJ, (1983), estudou História da Arte e Filosofia na UNIRIO/PUC (1988-1992) e Teoria da Arte & Pintura e Núcleo de Aprofundamento, na EAV Parque Lage, RJ, (1988-1991). Morou em Nova York, onde fez Mestrado em Fine Arts no Pratt Institute (1997).

Dentre suas exposições individuais estão: Acaso Controlado, no MAM – Rio de Janeiro (2013), MON – Curitiba (2017), Museu Vale – Vitória (2017), Fotografia em 3 séries, Paço Imperial do Rio de Janeiro (2016), Centro Universitário Maria Antonia | USP, São Paulo (2003), entre outras.

Dentre suas exposições coletivas destacam-se: Arte Brasileira e Depois na Coleção Itaú, Paço Imperial – Rio de Janeiro, (2011), Football, Art & Beer, Centro de Arte Maria Teresa Vieira ― Rio de Janeiro (2010), Escape from NY, SNO ― Sidney (2007), RMIT School of Art ― Melbourne, (2009), Minus Space – Nova York (2009) e Massey University ―Wellington (2010), Minus Space, PS1 Contemporary Art Center – Nova York (2008), Crossing Lines, Art in General ― Nova York (1998), entre outras.

Visitação: Até 16 de fevereiro.

Dias e horário: Segunda a sexta ― 10h às 19h / Sábado ― 10h às 15h.

Entrada franca

Cassia Bomeny Galeria
Rua Garcia D´Avila, 196 ― Ipanema ― Rio de Janeiro
Tel.: 21 3085-3000
www.cassiabomeny.com.br