Dia Internacional da Terra – Sustentabilidade é fundamental

Imagem / Fonte: Blogers

O dia 22 de abril foi instituído como Dia Internacional da Terra — com a participação de mais de 2 mil universidades em 1970 — objetivando-se criar uma agenda ambiental que sensibilizasse a população de todo o planeta para a tomada de consciência sobre os problemas ambientais já notórios, seja sobre poluição, seja sobre conservação da biodiversidade. Dois anos depois, na Conferência de Estocolmo, o objetivo era sensibilizar os chefes de Estado para a criação de políticas e tratados para proteção e conservação ambiental em todo o mundo. Em 1992, houve a Eco-92 — também conhecida como Rio-92 — com o fito de debater medidas de mitigação e minimização da degradação ambiental promovida pelo avanço industrial/econômico. Foi onde surgiu pela primeira vez o termo sustentabilidade como conceito de desenvolvimento para qualidade de vida das atuais e futuras gerações do planeta. Em 2012, houve a Rio+20, com o objetivo de renovação do compromisso político dos países participantes no que tange a desenvolvimento sustentável.

Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, foi realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro e contou com a presença de 57 chefes de Estado, 31 primeiros-ministros, oito vice-presidentes e nove vice-primeiros-ministros. A Rio+20 foi assim conhecida porque marcou os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e contribuiu para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas. Imagem / Fonte: Abin.

Pois bem, passados 46 anos do movimento universitário que se transformou em movimento apartidário e planetário, quais os resultados visíveis? Temos o que comemorar?

É bem verdade que documentos como a Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, a Agenda 21 e a Carta da Terra são ferramentas de grande conhecimento do público em geral. A ONU lidera as negociações mundiais sobre os princípios do desenvolvimento sustentável, cujos conceitos estão implícitos em muitas de suas conferências, incluindo: a Segunda Conferência da ONU sobre Assentamentos Humanos (Istambul, 1999), a Sessão Especial da Assembléia Geral sobre Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (Nova York, 1999), a Cúpula do Milênio (Nova York, 2000) e seus Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (cujo sétimo objetivo procura “Garantir a sustentabilidade ambiental”) e a Reunião Mundial de 2005.

Ações práticas para desenvolvimento sustentável mundial existem e são muitas, apesar dos conflitos políticos inerentes, destacando-se o Plano de Ação Global Agenda 2030. Políticas públicas federais, estaduais e municipais no Brasil, também. Porém, se nosso modo de vida não mudar, de nada adiantam. Então, o que podemos fazer em nosso dia a dia para que a sustentabilidade seja uma realidade próxima?

  • Consumir menos e com mais responsabilidade: comprar no mercado do bairro ou no produtor próximo fomenta o desenvolvimento e a distribuição de renda local;
  • Substituir materiais e matérias-primas: levar sacola retornável para as compras ao invés de pegar sacola plástica, gera menos lixo e reduz a poluição local;
  • Criar uma horta orgânica ou comunitária: hortas orgânicas são simples de cuidar e ter em casa. Se tiver mais espaço, ela pode ser comunitária, como já existe em diversos condomínios e comunidades da cidade;
  • Mudar hábitos de lazer: passear no parque público ou na praia é muito mais saudável, econômico e prazeroso do que a rotina de ir ao shopping, fazer compras e consumir fast-food com as crianças;
  • Otimizar recursos dentro de casa: controle o tempo no banho, a torneira aberta na escovação de dentes ou lavagem de louça; apague lâmpadas de ambientes vazios e as substitua por lâmpadas econômicas; controle a freqüência de uso da máquina de lavar para somente quando houver roupa suficiente para enchê-la; mantenha tomadas desligadas, o modo stand-by não é amigo; regule a válvula da descarga e os registros das torneiras;
  • Diminuir o desperdício de comida, roupas e sapatos: cozinhar o suficiente para alimentar a família, utilizar receitas de aproveitamento integral de alimentos; doar roupas e sapatos para quem precisa ou até mesmo organizar brechós e bazares com aquilo que não te serve mais, mas está em bom estado para outro usar.
    Imagem/ Fonte: Unidea Educacional.

Por fim, o item fundamental: EDUCAR OS PEQUENOS PELO EXEMPLO. Crianças repetem hábitos e costumes dos adultos e se educam desta forma. Formar melhores adultos para o mundo terá como conseqüência um mundo melhor para todos.

Links úteis:

ONU – Desenvolvimento sustentável
Agenda2030
Cidades Sustentáveis – MMA

Cynthia Souza — Gestora ambiental
E-mail: editorial@riofiqueligado.com.br
Instagram: @cynthiassouzaconsult