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Esquentando o outono…

INTERNA

Ele chegou meio distraído…  sentou-se próximo ao balcão. Pediu uma dose de whisky, acendeu um cigarro, deu duas tragadas e começou a falar em voz alta, olhando para mulher que estava na mesa ao lado…

Ausência
(Carlos Drummond de Andrade)

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Duda, o imprevisível e irresistível! Aparece no Botequim do nada, some meses e, quando retorna, se faz presente de um jeito todo especial!

Depois que encarnou Drummond, terminou de beber, pediu a conta e, sem pedir licença, sentou-se na mesa da mulher. Ela sorriu de lado, disse um olá tímido e os dois começaram a flertar, ali na frente de todo mundo, como se tivessem ensaiado a cena final. E nós, espectadores do salão, não conseguíamos disfarçar nosso interesse pelo clima daquela mesa. Histórias do Botequim!

Esquentou nossa noite!

Alma, a gerente.

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