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Caldinho de Feijão (a entrada)

caldinhodefeijão

Na sexta, saí do trabalho com a intenção de dedicar um tempinho a mim. No meio do caminho, um telefonema e um pedido de Clara pra me encontrar no Botequim. Respondi: ─ Já estou indo pra lá! Bjs! Helena.

Eu estava decidida a partir para a night e com aquela vontade de tomar uma cervejinha gelada e saborear um caldinho de feijão, que só o Chico sabe fazer!

Clara estava aflita desde a hora do almoço e não parava de enviar mensagens pelo WhatsApp. Logo sexta, em que eu estava me sentindo livre, leve e solta… Parecia que tínhamos invertido os papéis. Minhas amigas sempre dizem que eu levo a vida muito a sério e, por conta disso, combinei comigo mesma um dia de gozar a vida! Um sentimento de satisfação, de alegria, de empolgação, tomou conta de mim naquele final de tarde e eu não sabia de onde vinha tanta energia! Mesmo assim, embarquei! Resolvi faltar a minha aula do mestrado, desmarcar a última reunião de trabalho e relaxar.

Chegando na porta do Botequim, um ímã humano. (Risos)… Era alto, cabelos negros e olhos fitados num livro… e sorrateiramente na minha entrada no recinto. Fiquei curiosa pra saber o tema, mas o livro estava apoiado numa de suas mãos, a qual tapava justamente o título. Passei direto por ele e fui sentar na outra ponta. Eu, que costumo me sentar sempre no meio do salão, puxei a mesa da segunda entrada, bem de frente pra mesa dele. Ousada, hein?! Sim! Por uma única vez na vida, experimentar a ousadia e a delícia de ser o que é! E quando me sentei, senti um olhar me acompanhando. Friozinho na barriga! O sorriso me escapou, assim meio de lado! Gostoso! Curti! Em seguida, chamei o Chico e fiz meu pedido. E antes que voltasse para o balcão, o leitor interessante puxou o seu braço.

A curiosidade me mordeu. Chico olhou pra trás e, com um sorriso irônico, disse algo ao homem que não consegui entender. Depois, voltou-se para ele e saiu. Ai, gelei! Melhor mesmo era me concentrar na chegada de Clara e ver se não tinha enviado mais alguma mensagem pelo WhatsApp. Dito e feito:

– Helena, tenho que resolver sozinha o meu caso. Mesmo assim, obrigada! Falo contigo assim que tudo ficar esclarecido. Bjs! Clara.

Ao mesmo tempo que fiquei preocupada, um alívio automático se instalou. Teria aquele final de tarde e início da noite só pra mim. E enquanto eu guardava o celular na bolsa, Chico chegou com meu pedido e um bilhetinho:

bilhete– Posso acompanhá-la num caldinho de feijão?! Basta olhar para o homem com o livro na mão e sorrir! Assinado: Carlos, seu admirador de tantas outras noites!

Não levantei o rosto, muito menos olhei pra frente! Precisava de alguns minutos pra entender que aquela energia que me levou até o Botequim era a mesma que o bilhete trazia. Seria o destino aprontando comigo? Curtir aquele momento só meu ou dividir o caldinho?!

E o que você faria no meu lugar?! Na dúvida, saída estratégica para ir ao banheiro. Volto logo!

(essa história continua na próxima postagem)

Alma, a gerente.

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