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Café com xarope de groselha

café

Acordei com vontade de comer aipim cozido com geleia de amora. Não me perguntem de onde eu tirei tal ideia. Já aviso que não estou grávida!

Desisti! Teria trabalho em descascar o aipim e cozinhá-lo. Substituí a vontade por tapioca… tapioca com recheio de Romeu e Julieta. Hummmm…

Vai entender, mas o corpo tem lá suas razões e exigências. Vontades estranhas que, de vez em quando, me perturbam. Vai dizer que nunca passou por isso? Duvidoooo!

Outro dia, comprei aquelas pipocas doces e fedorentas. Compra de impulso. Antes mesmo que o vendedor me devolvesse o troco, perguntei se ele não tinha um pacotinho de sal. Ele olhou pra minha cara como se eu tivesse colocado os seios pra fora da roupa e fez sinal negativo. Minhas pérolas matinais! Kkkkkkk

Cheguei ao Botequim, abri as portas e fui direto no saleiro. Foi nesse dia que minha vontade estranha de beijar o jornaleiro do outro lado da esquina ficou mais forte.

Mauro, o jornaleiro, sempre me pareceu um cara relax, antenado com o mundo e desapegado das coisas materiais. Ao longo da semana, entre uma compra de revista, chiclete de canela, ou mesmo pra saber das horas, tecíamos algum diálogo: comentários sobre o noticiário, política, o tempo… Logo em seguida, ele soltava algo sobre sua vida. Aos poucos, descobri que ele era economista formado, morava sozinho no prédio ao lado do Botequim e sempre dizia que tinha o suficiente pra ser feliz! Foi então que deu um clique em minha mente. Uma vontade absurda de beijá-lo! Hahaha… Se ele era bonito? Sensual? Interessante? Bem… gosto não se discute. Só adianto que ele é o meu número!

Quando soaram 20 horas, daqui detrás do balcão, observei Mauro entrar no Botequim. Depois de quase quatro anos neste mesmo endereço, sua primeira vez no recinto. Ele veio em minha direção e eu fiquei tensa, sem saber o que dizer e fazer. Tentei agir naturalmente, mas fui direto procurar a garrafa de café e o vidro de xarope de groselha. Não me pergunte o motivo, porque foi a primeira coisa que pensei nesse momento tenso, de mãos geladas e escorregadias. Ele se encostou no balcão e me deu um boa-noite com um sorriso repleto de segundas intenções. Eu respondi e ofereci a caneca com a mistura louca. Perguntou o que era e eu expliquei. Então, ele disse: “eu sabia que você era diferente, mas nem tanto!” Rimos juntos e o gelo foi quebrado. Ufa! Foi uma noite bem interessante.

Resenha desse encontro: a gerente aqui se deu bem, trabalhou, conversou e não voltou pra casa. Acordei pertinho do Céu! E acabei descobrindo que Mauro tinha também suas vontades estranhas. Uma delas era realizar o desejo de me levar o jornal na cama.

E chega de intimidades por hoje! Boa semana pra gente!

Alma, a gerente.

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