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Restrospectiva da poeta Ana Cristina Cesar na Caixa Cultural Rio de Janeiro

Imagem: © Cecilia Leal de Oliveira / Acervo Ana Cristina Cesar / Instituto Moreira Salles

Até 7 de maio, a  Caixa Cultural Rio de Janeiro apresenta a exposição À mercê do impossível – Ana Cristina Cesar. Trata-se da primeira mostra no Brasil totalmente dedicada à vida e à obra da poeta carioca considerada uma das principais artistas da geração de poetas que marcou os anos 1970 em nosso país.

Com curadoria de Ana Hortides  e Thiago Grisolia , a exposição —  composta de escritos, fotografias e vídeos do acervo pessoal de Ana Cristina — “faz um duplo convite ao público da cidade do Rio de Janeiro: por um lado, a entrar em contato com a obra, a biografia e a fortuna crítica a respeito desta que tem se consolidado como uma das maiores poetas brasileiras do século XX; por outro, a mergulhar no prazer de seu texto, e ficar, como diz Ana no verso que dá título à mostra, à mercê do impossível”, segundo Thiago Grisolli, um dos curadores.

No dia 1º de abril, sábado, será realizado um seminário sobre Ana Cristina com a presença de importantes estudiosos de sua obra. A entrada é franca.

Seminário – Sala Margot

  • 14h – Biografia/Ficção – Palestrantes: Heloísa Buarque de Hollanda e Armando Freitas Filho. Mediação: Thiago Grisolia, curador da mostra.
  • 16h – Intimidade/Mostração/Confissão – Palestrantes: Alice Sant’Anna, Italo Moriconi e Luciana diLeone. Mediação: Thiago Grisolia, curador da mostra.
  • 18h – Corpo/Crítica/Clínica – Palestrantes: Flavia Trocoli e Roberto Corrêa dos Santos. Mediação: Thiago Grisolia, curador da mostra. A seguir, ocorre o lançamento do catálogo.

Sobre a artista

Nascida em 1952 no Rio de Janeiro, desde os quatro anos Ana Cristina fazia poemas que, por ainda não saber escrever, eram ditados para sua mãe. Licenciou-se em Letras pela PUC-Rio, obteve o título de mestre em Comunicação pela UFRJ e Master of Arts (M.A.) em Theory and Practice of Literary Translation pela Universidade de Essex, na Inglaterra. Em vida, publicou Cenas de abril (1979), Correspondência Completa (1979), Luvas de pelica (1980) e A teus pés (1982), além de Literatura não é documento (1980), fruto de sua pesquisa acadêmica.

Nos anos 1970, consolidou-se como uma das principais artistas da chamada “geração mimeógrafo”, com uma extensa produção de escritos, diários, correspondência e até mesmo esboços e desenhos. Após sua morte, em 1983, outros textos seus foram lançados em diversas edições, como Poética (2013). Além de poeta, foi professora, tradutora, ensaísta e pesquisadora, tendo sempre a literatura como principal objeto de trabalho.

Visitação: 21 de março a 7 de maio

Dias e horário: terça a domingo — 10h às 21h

Entrada franca

Classificação: 10 anos

Acesso para pessoas com deficiência.

Caixa Cultural Rio de Janeiro ― Galeria 4
Av. Almirante Barroso, 25 ― Centro ― Rio de Janeiro
(Metrô: Estação Carioca)
Tel.: 21 3980-3815